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publicado por Hercus Santos at 05:56 pm

 

 

 

Tia ferik ida ho lipa naklees belit iha isin krekas

Kosar metan sulin nadodon husi nia oin namkurut

Tuur iha lurón ninin lori foti liman hasa’e ninia harohan.

 

Oh Na’i!

Kiak maka mate klamar

Ne’ebé metan no nakukun loos

Oin aat no ruin nakrekat

Mate klamar husi atus ba rihun

Tokon ba nanun

Hanesan fatuk ruin maran dekor.

 

Oh Maromak!

Mate klamar oin aat tebes

No kiak maka mate klamar oin aat tebes

Maka rai mamar

Maka tahu

Oh Maromak

Ema sei hakilar

Sei halo revolusaun

Sei haka’as an

Lori sai husi terus nia laran.

 

 

Na’i!

La’ós mós katak kiak maka dalan

Lori hetan na’ok-teen sira

Tanba iha-ne’ebé sei iha kiak barak

Iha-ne’ebá iha mós na’ok-teen sira-nia fatin.

 

Oh Na’i!

Kiak maka ai-tarak

Ai-tarak ne’ebé haree la kro’at

Maibé halo ema isin sempre tuur la hakmatek

Kiak maka manu loriku lian

Lian iha luhan ida-ne’ebé ema sira ne’ebé ho lian ne’e

La tau matan no halo fali sai múzika lori dansa

Dansa iha rai-ne’ebé sei kalan nakukun

Iha ruin-ruin sira-nia leten

Iha halerik nia laran

Iha mata-been nia okos.

 

Oh Maromak!

Lolo hela karik liman mai

Atu la iha tan kiak ne’ebé maka mate klamar

Oin-aat no ruin nakrakat iha mundu ida-ne’e.  

 

Husi Hercus Santos

 

 

 

 

Hadomi 2

 

Iha momentu ne’ebé ha’u hadomi

Ha’u sei hadomi ho laran tomak

Hanesan momentu seluk la iha tan ona

Hadomi katak fiel

Se la iha fieldade

Ne’e katak domin bosok.

 

Husi Hercus Santos


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publicado por Hercus Santos at 11:45 am

 

 

 

 

 

Timor-Leste está a enfrentar dois desafios nesse ano como um estado democrático novo e frágil; a realização das eleições presidencial e legislativa. A primeira está marcada para dia 17 de Março e a segunda está marcada para o mês de Julho.

 

O que eu tento analisar aqui é só a eleição presidencial. Como nós sabemos, as candidaturas para o Presidente da República já fizeram as suas campanhas. Eles faziam todos os esforços para atrair a simpatia do povo como detentor do poder do voto: Desde campanha “door to door” até às campanhas ao ar livre com caravanas nas ruas de Timor-Leste; Desde a capital até às aldeias mais remotas do território. Todos estavam a tentar “comprar” os votos do povo com os seus programas e visão para o futuro do país caso for eleito para o Presidente da República.

 

É muito interessante ver que em todos os países democráticos o poder do voto do povo é muito importante e muito significante para a vida de uma nação em geral e em particular para um líder ou para um partido político. Em qualquer estado democrático ninguém pode subir ao poder sem “legitimação” do povo através da eleição, pois a palavra democracia vem do grego; demos e cratos. Demos significa povo e cratos significa o poder por isso como o nome indica o poder está na mão do povo. Isso vai ser totalmente diferente dos tempos antigos da monarquia absoluta onde um monarca era visto como representante do divino: Ninguém podia tocar nele e ele tem um poder absolutamente imperativo. O povo não decide nada. Enquanto hoje em dia a maioria dos estados opta por seguir a doutrina da democracia e felizmente nesses estados as constituições prevêm o exercício do poder político do povo através da eleição universal, livre, igual, directa, secreta e periódica. O voto do povo é que determina a vida de um estado democrático.

 

Não se pensa e nunca pensara que o povo vota alegoricamente. O povo é muito sábio, ele sabe em quem pode confiar, nisso toda a gente pode acreditar. Mas não se deve esquecer que na política como na vida em geral há coisas que também são relativas. Um bom líder deve saber como atrair a simpatia do povo para votar nele. Atrair o poder do povo como se fosse seu. Contudo aqui há sempre um troco recíproco. Como Alexandre Soljenitsyne, o prémio nobel da literatura de 1970 diz “indubitavelmente o povo tem direito ao poder, mas o que o povo quer não é o poder, e sim, antes de tudo, uma ordem estável”. Pois quando o povo elege é porque ele também está à espera de receber algo em troco, mais do que uma ordem estável, no fundo é para assegurar o seu bem-estar. Para mim se não for assim o que há é só a mentira política. Cedo ou tarde o líder vai perder a confiança e logo vai cair do poder.

 

Por isso, entre os candidatos nesta eleição presidencial de Timor-Leste acho que é muito difícil que um deles possa vencer já na primeira volta. O que eu vejo entre eles é que cada um tem a sua credibilidade perante os seus simpatizantes. O povo certamente está dividido. Tenho quase a certeza absoluta que ninguém vai ser eleito na primeira volta. A experiência da eleição presidencial anterior irá voltar a acontecer. 

 

A Fretilin tem sempre votos bastante significativos, ela é o maior partido do país, o que levou a candidatura da Fretilin a perder na eleição anterior foi por causa do Ramos Horta. Pois, Ramos-Horta na sua campanha fez a promessa de ser presidente aos pobres e procurou trazer de volta a paz para o país. Ramos Horta candidatou-se no momento certo, porque naquele momento havia a crise política-militar, então a maioria dos votantes viu no Ramos-Horta a esperança para a solução dos problemas. Mas agora já é diferente, a situação do país já está em paz mas ainda continua frágil. O que é certo é que a expectativa de eleger o Ramos Horta já não é tanta como antes. Ainda por cima ele não tem partido político como factor principal de mobilizar massa de base. Mais do que isso, o que eu vejo é que ele também já não mostra o interesse de ser eleito para o segundo mandato. A razão é simples para ele não fazer a sua campanha, porque o povo sabe muito bem dele, sabe o que ele fazia antes. Se a sua razão fosse válida então Xanana Gusmão também não precisava de fazer campanha para ser Presidente da República e também não precisava de fazer campanha para que depois formar o governo aliança maioria parlamentar. E então será que o povo também não conhece as outras três candidaturas; Taur Matan Ruak, Francisco  Lu Olo e Fernando Lasama?

 

Para mim a razão do Ramos Horta é uma “táctica” inteligente para não se tornar eleito outra vez. Não é possível um líder não precisar de ir convencer o povo nas campanhas. Só num país de regime ditadura é que o presidente não tem muita possibilidade de ser substituído porque ele instala o mecanismo para assegurar o seu poder. Num país democrático e novo como Timor-Leste a campanha política é muito importante. Mas concordo que ele teve e tem sempre muita importância no processo da construção do estado democrático de Timor-Leste e toda a gente vai precisar dele. Ele também já declarou que seja quem for eleito pelo povo para ser o Presidente da República ele vai cooperar garantidamente.

 

Pessoalmente eu acho que as duas candidaturas Taur Matan Ruak e Lu Olo têm mais possibilidade de avançar para a segundo volta. A minha previsão entre estas duas importantes candidaturas é que Taur Matan Ruak tem mais probabilidade de ganhar na eleição presidencial. O que me leva a chegar a essa conclusão é que a candidatura de Taur Matan Ruak como independente, por isso ele abraça os simpatizantes de todos os partidos políticos. O CNRT (Conselho Nacional para Reconstrução Timorense) já declarou o seu apoio total para Taur Matan Ruak. Xanana Gusmão participou uma vez na sua campanha. Foi só na campanha de Taur Matan Ruak é que Xanana Gusmão participou. Xanana Gusmão como um dos factores que eu considero determinantes na conjuntura política timorense, tem a sua importância e influência para o sucesso de Taur Matan Ruak.  Eu até pressinto que Xanana Gusmão é a razão principal para que Taur Matan Ruak saiu do seu cargo como comandante das forças armadas para se candidatar para Presidente da República, Taur Matan Ruak é jovem leal ao Xanana Gusmão. Vejo claramente isso quando em 1999 os guerrilheiros estavam acantonados enquanto as milícias integracionistas matavam o povo. Taur Matan Ruak estava muito zangado e muito furioso de ver esse sofrimento do povo. Ele falou com Xanana Gusmão sobre essa situação mas Xanana da prisão da Indonésia mandou os guerrilheiros estarem calmos no seu acantonamento. Taur Matan Ruak por mais zangado que ele estivesse tinha que obedecer cegamente ao apelo do Xanana Gusmão. Aliás, eu até posso afirmar que quase a maioria dos líderes das forças armadas é fiel ao Xanana. Lembro-me muito bem que quando há pessoas a dizer mal de Xanana Gusmão em relação a corrupção, o novo comandante das forças armadas Lere Anan Timur veio ao público afirmar que quem falava era louco. Este é só um exemplo de como os comandantes das forças armadas são fiéis ao Xanana Gusmão.

 

Há mais apoios para a candidatura de Taur Matan Ruak. Os apoios vêm do partido político Undertim com o seu organização da resistência chamada Sagrada Família (onde na eleição presidencial anterior apoiava José Ramos Horta), do Partido Socialista Timorense (PST), algumas figuras importantes do Partido Democrático (PD) Ernesto Dudu e do Partido Social-Democrata (PSD) Riak Leman. Eles os dois são da organização dos veteranos da resistência da frente armada e um número muito elevado dos veteranos da resistência armada apoia a candidatura do Taur Matan Ruak. Ele é apoiado também pela União Democrático Timorense, alguns militantes do Associação Social Democratica Timorense (ASDT), Ojectil (organização do juventude de Timor-Leste), alguns membros do Dewan Solidaritas que era um movimento dos estudantes timorenses contra ocupação indonésia, representante da Organização das Viúvas e Órfãos da Resistência e um número significante dos simpatizantes da Fretilin que também já mostrou publicamente o seu apoio para ele, a CPD-RDTL que é um outro movimento político que estava em silêncio e não usou o seu direito de voto nas eleições presidenciais e legislativas anteriores, agora o seu responsável, já autorizou os seus simpatizantes para participar nesta eleição presidencial mas, com uma condição, que é votar na candidatura de Taur Matan Ruak.

 

Por isso, quando Taur Matan Ruak deixou o seu cargo como comandante das forças armadas foi porque ele tinha algumas indicações garantidas para ser eleito como Presidente da República. Como ele próprio disse uma vez: um general que vai para a guerra nunca perde, se fosse para perder, talvez tivesse resignado como Coronel.

 

Mas há um grande obstáculo para Taur Matan Ruak e para a sua equipa que apoia a sua candidatura que é o problema da crise militar-político de 2006. A crise tem por base o “issue” da discriminação de Lorosae e de Loromonu no seio das forças armadas em que ele era comandante. Por isso, o candidato de Taur Matan Ruak e toda a sua equipa precisam de trabalhar muito para esclarecer bem as coisas e convencer o povo para puder ser eleito. Estatisticamente, o povo de Loromonu é mais comparado com o povo de Lorosae. Se o voto do povo, se baseasse no problema da crise de 2006, então o resultado seria diferente e o Lu Olo ganharia na segunda volta, porque do ponto de vista da população comum, Lu Olo tem uma linguagem política mais moderada e mais acolhedora em relação a este assunto. 

 

Em conclusão, seja qual for o resultado, tudo depende do voto do povo. O povo é quem decide em quem vai depositar a sua confiança. Logo, podemos ver claramente a importância do poder do voto do povo.

 

* Por Hercus Pereira dos Santos

Aluno da Escola de Direito da Universidade do Minho


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publicado por Hercus Santos at 11:11 am

 

O centro académico de Braga (CAB) organiza uma actividade chamada conversas sagradas.

 

Nessa actividade o cab escolha um livro importante para a fé cristã e mais do que isso para a humanidade para se expor aos participantes acompanhando com músicas.

 

Eu já fui participar duas sessões desta actividade. Acho que uma boa atividade. Porque nessa actividade fala sobre o ambiente histórico na época da escrita da obra e mostra como o escritor ou a escritora viveu e tentou dar o seu melhor nos seus tempos cheios de perturbação da guerra onde eles foram fies a sua fé até o ultimo suspiro da sua vida.

 

Valeu a pena assistir essas actividades pelo menos para mim. Gostei muito porque dá a mim inspiração para a vida.

 


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